Uma prova longa, uma recuperação com tempo

A maratona do Porto corre-se em novembro. Para quem a corre, chega depois de meses de treino junto ao Douro, na marginal da Foz e no Parque da Cidade. São 42 quilómetros, e as pernas sentem cada um deles.

Nos dias seguintes, os músculos reparam o esforço. É por isso que a dor costuma crescer depois da prova, em vez de baixar logo. Normalmente atinge o pico entre o primeiro e o terceiro dia. Só depois começa a aliviar.

A massagem pode ajudar a aliviar essa sensação de pernas pesadas e a relaxar o corpo inteiro. Mas o momento e a pressão contam muito. Pressão profunda num músculo ainda dorido pode aumentar a dor, em vez de a aliviar. A regra é simples: a intensidade segue o calendário da prova.

Nas semanas de treino

As semanas de maior volume trazem corridas longas ao fim de semana e treinos de qualidade a meio da semana. É aqui que a massagem desportiva faz mais sentido como rotina. O corpo tem tempo para recuperar entre sessões. A pressão pode ser firme, nos gémeos, nos isquiotibiais, nos quadríceps e nas ancas.

O dia da sessão também importa. Muitos corredores marcam no dia de descanso, ou ao fim da tarde depois de uma corrida leve. Assim, o dia seguinte é tranquilo. Uma sessão profunda na véspera de séries ou de uma corrida longa pode deixar as pernas pesadas quando mais precisa delas.

A massagem ajuda com a tensão normal do treino, mas não resolve uma lesão. Uma dor localizada que não melhora, que piora a correr ou que muda a sua passada merece atenção. Nesses casos, fale primeiro com um médico ou fisioterapeuta.

A semana da prova

Nas últimas semanas, o treino abranda. O objetivo é chegar à partida com as pernas frescas e descansadas. A massagem acompanha essa calma, e a pressão desce à medida que a prova se aproxima.

  • Cinco a sete dias antes: o último momento para uma sessão desportiva com pressão moderada. Só se já estiver habituado a este tipo de massagem.
  • Dois ou três dias antes: nada profundo. Uma massagem leve, com movimentos longos e pressão suave, como uma sueca de 60 minutos, é a opção mais segura.
  • Na véspera: se houver massagem, curta e leve. Muitos corredores preferem simplesmente descansar.

Os treinadores repetem uma regra para esta semana: nada de novo. Se nunca fez uma massagem desportiva, não comece agora. O corpo pode reagir com peso nas pernas, e ninguém quer isso na linha de partida.

Ao marcar, diga que vai correr a maratona e em que dia. Repita no início da sessão. Assim, a pressão e as técnicas são ajustadas ao seu calendário.

Depois da meta

Depois da maratona, os músculos precisam sobretudo de tempo. A massagem só ajuda se respeitar esse ritmo. A ordem é sempre a mesma: primeiro o toque suave, depois a pressão moderada e, por fim, o trabalho profundo.

No próprio dia

Logo depois da meta, o corpo pede água, comida e descanso. Se houver massagem nessa tarde, deve ser muito leve e curta, quase só para relaxar. Muitos corredores preferem esperar pelo dia seguinte. Uma sessão desportiva ou profunda fica, para já, fora de questão.

Nos primeiros dias

Quando a dor está no auge, só faz sentido o toque suave. Movimentos longos e lentos podem ajudar a aliviar as pernas pesadas sem as sobrecarregar. Pressão firme nos gémeos e nas coxas fica para mais tarde. Beba água, durma bem e faça pequenas caminhadas.

Quando a dor começa a baixar

Quando descer escadas deixa de custar, já pode pensar numa sessão desportiva com mais pressão. Para muitos corredores, isso acontece ao fim de alguns dias. O ritmo varia de pessoa para pessoa. Na dúvida, espere mais um dia.

Quando faz sentido o deep tissue

O deep tissue fica para mais tarde, quando já não há dor ao toque e a corrida voltou a ser leve. Nessa fase, pode ajudar a soltar a rigidez de meses de treino. Se ainda houver dor ao toque, espere mais uns dias.

Quando procurar um médico

Há sinais que pedem um médico, e não uma massagem. Dor aguda ou localizada, inchaço, dor que piora em vez de melhorar ou dificuldade em apoiar o pé. Também frio persistente, tonturas ou mal-estar depois da prova.

Nestes casos, a avaliação clínica vem sempre primeiro. A massagem pode ajudar a aliviar a tensão normal do esforço, mas não substitui um diagnóstico. Mais detalhe no guia sobre massagem pós-treino e recuperação.

Recuperar em casa, perto do mar

Depois de 42 quilómetros, conduzir até um spa e procurar estacionamento é a última coisa que apetece. Em casa, a sessão acontece logo depois de um banho quente, com roupa confortável e sem pressa. No fim, não há para onde ir. Só o sofá, um copo de água e as pernas finalmente quietas.

Na Foz do Douro, muitos corredores treinam na marginal junto ao mar. Em Matosinhos, a praia e a avenida marginal são passagem habitual para quem corre ao longo da costa. Na Boavista, a avenida liga a zona da Casa da Música ao mar.

Um conselho prático: marque as duas sessões com antecedência. Uma leve na semana da prova, outra suave nos dias seguintes. Assim, a recuperação fica decidida antes do cansaço. Se vem de fora para correr, a massagem pode ser na casa de férias ou no alojamento local onde fica.

Como funciona com a RHEA

A massagem desportiva no Porto está disponível todos os dias das 7h às 22h. As sessões de 60, 75 ou 90 minutos custam 85 €, 99 € ou 115 €, com deslocação incluída. O preço que vê é o preço que paga.

Para a semana da prova e os primeiros dias depois, a massagem sueca é a opção mais suave. Mais tarde, a deep tissue no Porto pode ajudar a soltar a rigidez que fica. Ao marcar, diga que vai correr, ou que correu, a maratona.

Pode marcar no próprio dia, com 4 horas de antecedência, em www.rhea.pt/booking ou pelo WhatsApp +351 920 540 239. Os nossos terapeutas são certificados, e a RHEA atribui o terapeuta para a zona e o horário. Cancelar ou reagendar não tem custo até 24 horas antes.

Nós levamos tudo: marquesa profissional, lençóis, toalhas quentes, óleos hipoalergénicos e música ambiente. O corpo está sempre coberto com lençóis profissionais. Vamos à Foz, a Matosinhos, à Boavista, a Gaia, à Maia e ao centro do Porto.